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Educar é amar

Educar é amar
Educar é amar

Como saber o que é o correto ao educar uma criança? Eu não sei qual é o certo. O que eu tento é ser um bom exemplo e não atrapalhar.

No início, ainda bem precoce, os filhos começam a observar quais são suas ações que agradam os pais; quais são as atitudes elogiadas; quais foram as gracinhas que mais arrancaram risos. E é claro que eles tentarão repetir o mesmo padrão; afinal, querem ser notados e querem, mais do que tudo, ser amados. O que agrada traz afagos, elogios, carinho, beijos e abraços, presentes.

E, com esses reconhecimentos e essas atitudes, nós (os pais) estamos ensinando um comportamento. O problema é que nem sempre premiamos o que deveria ser premiado. Estimulamos tolices, atitudes inapropriadas para a idade, desrespeito, birra.

Associamos o ato de comer toda a comida a recompensas nos pequenos. Quando cresceram um pouco, elogiamos apenas aqueles que são magros e esportistas. Passam a ser valorizadas as meninas de 12 anos que sejam como bonecas e que se preocupam com a aparência e com o corpo mais do que com o raciocínio e a inteligência.

Os filhos pedem para serem reconhecidos em suas aptidões e habilidades. Nós insistimos em fazer com que eles se encaixem na forma dos nossos desejos e sonhos.

Não sabemos equilibrar nossas cobranças e regras. Alguns não impõem limites e criam pequenos déspotas que nunca mais poderão ser corrigidos e que crescerão frustrados ao perceberem que poderão mandar apenas no seu pequeno mundo individual. Outros limitam demais e criam pessoinhas sem autoestima, inseguros e dependentes; estes crescerão sem conseguir assumir suas escolhas e defender suas opiniões.

Eu sei que nós, pais, somos humanos e erramos… erramos muito… não uma, mas inúmeras vezes. Iremos em movimentos pendulares, ora muito para um lado, ora muito para outro. Apenas acho que temos que parar e analisar de tempos em tempos… Tentar despir a armadura de seres infalíveis e observar quais são os pontos que merecem correção do eixo.

Não dá para deixar o barco ir seguindo o vento apenas. Temos a obrigação de segurar o leme com firmeza e orientar uma direção… ou, melhor ainda, dar condições para que eles escolham a melhor direção entre aquelas que se apresentarem em cada bifurcação do caminho.

Eu acho difícil demais. Ser uma boa mãe e educar meus filhos para que possam escolher seus próprios caminhos com discernimento, para que sejam felizes e para que possam fazer coisas boas para os outros e para o mundo, são as tarefas mais desafiadoras que assumi na minha vida.

Nada exige tanto de mim. E, portanto, nada merece tanto minha atenção e dedicação.

Espero ter forças para prosseguir na minha tarefa…

– Sílvia Souza

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