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De Livro para Filme: “O Perfume: A História de um Assassino” de Patrick Süskind

De Livro para Filme: “O Perfume: A História de um Assassino” de Patrick Süskind
De Livro para Filme: “O Perfume: A História de um Assassino” de Patrick Süskind

Assisti a esse filme quando passou nos cinemas em 2007.

O ator Ben Whishaw interpreta Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu em um mercado de peixes, em meio ao mau cheiro e à sujeira. Mas ele nasceu com um dom especial: a capacidade única de identificar todas as nuances dos aromas. Ele cresceu sozinho, isolado e sem compreensão de moral e ética. Seu maior desejo era o de aprender a extrair as essências aromáticas de todas as coisas, em especial aquelas provenientes das mulheres.

Ele vai aprendendo ao poucos. Viaja até Grasse, a capital do perfume no sul da França, onde acontecerá a maior parte do seu aprendizado. Seu objetivo final é o de criar o perfume perfeito, o aroma ao qual nenhum ser humano seria capaz de resistir.

O filme é lindo, delicado e cruel.

O livro, eu li alguns anos após o filme. E é ainda mais encantador, absolutamente maravilhoso. O filme é muito fiel ao livro; mas o livro nos presenteia com muitos mais detalhes: a descrição dos processos de extração das essências das flores, a incrível viagem que Jean-Baptiste Grenouille faz de Paris a Grasse e alguns outros. O escritor alemão Patrick Süskind praticamente consegue o feito de descrever os aromas através das palavras, sua beleza e delicadeza.

Sou suspeita, porque sou uma grande apaixonada por perfumes. Mas esse fato poderia fazer com que eu fosse ainda mais crítica com toda a história. Não foi o caso. Na verdade, acho que me apaixonei ainda mais pelos perfumes, pela alquimia envolvida na sua fabricação, pela sutileza de cada nuance diferente.

Como Patrick Süskind é um estudioso da história medieval, a descrição da sociedade da época, dos seus costumes, do vestuário, tudo é absolutamente impecável. E o momento descrito é justamente o que envolve o nascimento das perfumarias, com a venda das fragrâncias para o grande público burguês.

Grasse nascia como a cidade onde as flores eram cultivadas e as essências eram extraídas.

Recomendo o livro e o filme. Os dois são maravilhosos!

 

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4 Comments
  • Lari Reis disse:

    Que bacana esse post!
    Assisti ao filme na pré estreia e acho que, em função da idade, reparei mais no sentimento de medo que a história me gerou (tem gente que ri de mim por isso até hoje), do que na beleza do filme em si. Nunca assisti de novo porque sempre quis ler o livro primeiro. O post reviveu essa ideia!

    • Oi, Lari!
      Leia o livro! Vale muito a pena!
      Gosto muito quando você passa por aqui…
      Um beijo grande!

      • Lari Reis disse:

        Estava sentindo falta de aparecer por aqui!
        Andei sumida de todos os blogs que acompanho 🙁 Mas, estou reaprendendo a administrar meu tempo.
        Beijos.

        • Eu sei bem como é, Lari…
          Também estou assim…
          Recebo por e-mail as entradas dos principais blogs que sigo e sempre dou uma passadinha no seu espaço, mas quase não consigo deixar comentários também…
          Acho que o relógio do tempo está meio acelerado…
          Um beijo grande!

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