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De Livro para Filme: “O Conde de Monte Cristo”

De Livro para Filme: “O Conde de Monte Cristo”
De Livro para Filme: “O Conde de Monte Cristo”

Com alguma vergonha, tenho que confessar que meu primeiro contato com essa obra maravilhosa de Alexandre Dumas foi através do filme de 2002, de produção americana. Achei o filme maravilhoso e fui procurar o livro em sua versão integral.

 

 

Naquela época, achei apenas uma opção da obra completa, que consistia de 3 volumes em que não havia muito cuidado na tradução nem na publicação. Ainda assim, fiquei completamente apaixonada pela história criada por Alexandre Dumas e percebi que o filme do qual eu tinha gostado tanto era muito limitado em vista da riqueza de detalhes e de toda a trama que é apresentada na obra integral.

O Conde de Monte Cristo tornou-se um dos meus livros preferidos e fez com que eu passasse a buscar outros livros de Dumas em sua versão completa e não apenas me contentando com as adaptações feitas para edições juvenis. Comprei uma versão mais recente e mais cuidadosa, até para guardá-la e ter disponível caso, um dia, meus filhos queiram ler.

A história de Edmond Dantés, que foi injustamente acusado de um crime, mantido prisioneiro no Château d’If em Marseille, de onde foge e prepara uma vingança homérica contra todos aqueles que lhe fizeram mal não pode ser resumida em 2 ou 3 horas. Caso alguém fosse ser fiel à trama, precisaria fazer uma minissérie, como já foi feita na França em 1979 e em 1998.

 

 

 

A obra já tinha tido várias outras adaptações para o cinema, embora eu não tenha visto nenhuma delas. Citarei aqui cronologicamente:

 

1929 – Produção Alemã

 

1934 – Produção Americana

 

1954 – Produção Francesa

 

1961 – Produção Francesa

 

1975 – Filme para a TV de Produção Inglesa

 

A verdade é que não consigo acreditar que nenhuma dessas adaptações tenha sido capaz de inserir todos os personagens, todos os meandros, cenários, eventos… então, desisti de buscar filmes que descrevam o Conde. Eu me apaixonei pela figura dele, por sua determinação, pela forma como ele aprendeu com as pessoas que estiveram dispostas a ensiná-lo, como ele sempre foi fiel a aqueles que mereceram. Mas não esqueceu o mal que lhe foi feito; e buscou cada um dos seus carrascos, destruindo cada um deles no momento certo.

A quem não conhece ou nunca leu a obra original, recomendo que não deixem de ler. Acho difícil imaginar alguém que não vá se apaixonar.

Em uma viagem que fiz à França em março de 2011, estive em Marseille por 1 dia apenas. Meu único objetivo de visitar a cidade (da qual não gostei) foi o de visitar a ilha com as ruínas que já serviram como prisão. Mas naquele dia, por causa do vento, o barco não pôde sair do porto em direção ao Château d’If. Quem sabe de uma próxima vez…

 

– Sílvia Souza

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