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De Livro para Filme: “O Código Da Vinci” de Dan Brown

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De Livro para Filme: “O Código Da Vinci” de Dan Brown
De Livro para Filme: “O Código Da Vinci” de Dan Brown

Eu morava na França e não tinha muitos livros em português à disposição. Tenho quase certeza de que não era comum ler livros digitais. Eu certamente não tinha nenhum dispositivo que permitisse a leitura de e-books. Os smartphones estavam começando e eu nunca tinha tido um. Os tablets não tinham sido inventados.

Meu marido tinha lido “O Código Da Vinci” e gostou da história. Foi ele que me sugeriu de ler. Não havia outros livros disponíveis e resolvi aceitar sua sugestão.

Não me envolvi imediatamente à leitura. Mas, uma vez que o ritmo frenético dos eventos se impôs, é muito difícil interromper a história. O enredo acontece em curto intervalo de tempo, acho que um ou dois dias. A francesa Sophie Neveu e o americano Robert Langdon precisam percorrer inúmeros cenários diferentes entre Paris e Londres, como fugitivos, perseguidos pela polícia.

Eles precisam desvendar um assassinato ocorrido dentro do Museu do Louvre, em Paris, que traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton.

Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles vão seguindo pistas consecutivas, correndo contra o tempo.

Apesar de eu ter sempre uma desconfiança com livros de grande apelo comercial, tenho que confessar que a trama me manteve entretida constantemente até que terminasse a leitura.

Quando o filme foi anunciado, minha maior curiosidade era justamente ver se esse ritmo tinha sido colocado no filme com a mesma maestria. E, apesar de eu gostar muito de Audrey Tautou, tinha minhas dúvidas de que ela daria vida a Sophie Neveu.

Embora o filme seja extremamente fiel ao livro e conte com grande elenco, eu estava certa nas minhas dúvidas. O filme não foi eficaz em manter o ritmo do livro. E Audrey Tautou realmente não se saiu bem no papel. Mas acho que o principal motivo era a falta de fluência em inglês. Ela nitidamente não parecia confortável com a língua.

Entretanto, na época do lançamento do filme, em 2006, conversei com algumas pessoas que também tinham lido o livro e elas tiveram uma opinião diversa da minha, especificamente por um motivo: por nunca terem visitado Paris ou Londres. Para quem não conhece os lugares citados no livro, o filme acaba dando essa possibilidade, de visualizar e entender o que o autor descreve.

Mantenho minha opinião, de que o livro é muito superior ao filme. Mas o filme é uma boa alternativa para que se vejam as belezas de Paris e de Londres.

 

 

– Sílvia Souza

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