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Dança

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Dança

Nunca fui muito delicada enquanto criança. Fiz ballet por um ano, mas realmente não levava o menor jeito para bailarina. Não voltei a investir na dança; qualquer que fosse o estilo.

Gostei quando pratiquei Karatê. Adorava as aulas, os treinos, o quanto ajudava no meu estresse. Até que tive que fazer o exame de faixa. O primeiro correu bem. No segundo, minha timidez falou mais alto e eu tive uma crise de pânico durante o exame e não parava de chorar após um erro cometido. Não consegui concluir o exame. E tive certeza da minha incapacidade de me expor na frente de muitas pessoas. Tive que interromper o Karatê. Ou teria que ficar eternamente realizando os mesmos movimentos.

Passei a praticar Pilates. Adoro. Mas precisava de outras opções para complementar.

Boxe? Zumba? Personal?

Detesto academia tradicional. Não gosto de fazer nada na frente dos outros. Não gosto de ser observada.

Preciso de horários flexíveis. Preciso de locais próximos que não me obriguem a atravessar a cidade.

Fui intimada a fazer Dança do Ventre. Com mais de 40 anos, minha mãe ainda faz exigências na minha vida. E eu obedeci!

Aulas particulares, sem dúvida. Provavelmente nunca ninguém me verá dançar além da minha professora e dos meus filhos.

Fui abençoada de indicarem a Nesrine para me dar aulas.

Muito mais do que uma professora, ganhei uma amiga.

Uma mulher muito mais jovem que eu e que vem me ensinando tanto, muito mais do que a dança. Aprendo a me olhar no espelho e, pouco a pouco, a apreciar o que vejo. Percebo meus movimentos. Busco harmonia, sensualidade, beleza, feminilidade. Vou me conhecendo; me aceitando. Vejo a beleza que tenho e que é diversa da beleza de qualquer outra mulher. Não sou perfeita, mas sou única.

Saio das aulas com minhas energias renovadas, feliz e em paz.

O que é melhor para exercitar o corpo? Gastar 500 kcal em uma aula de Spinning ou praticar algo que faça com que eu me sinta bem e aprenda a enxergar o encanto que naturalmente eu tenho?

Dance! Porque é bom!

 

 

– Sílvia Souza

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2 Comments
  • M.Raydo disse:

    Quando o assunto é dança, sou um ótimo observador! kkk
    Gostaria de ser mais solto também e me socializar com mais tranquilidade. A primeira coisa que penso qunado tenho que sair do meu mundinho… é não! Não vou e não quero!
    E sabe de uma coisa?! Isso é uma bobagem (uma barreira) a ser ultrapassada por mim também. As pessoas não são tão críticas com as outras assim, pode crer! Sabe como sei disso?! Simples, tente se lembrar de um último encontro, ou evento, em que você achou a outra pessoa insuportável e em que você não ficou mais se penetenciando do que analisando os erros grosseiros do outro?!
    Creia, você tem uma imagem muito bonita! Fique tranquila e quebre suas barreiras também, não deixe as boas oportunidades passarem.
    Ontem meu irmão me disse: “Curta e aproveite os bons momentos… a vida tem vários!
    Dance, minha amiga! Dance, cante e pule! E que os outros sejam apenas os outros!
    E que eu seja ouvinte deste mesmo recado, pois valerá a pena! 🙂

    M.

  • Toda forma de entretenimento tem que se algo que nos satisfaça.
    Pode ser uma boa leitura, parar para apreciar a vista na janela em certo horário, nada jamais pode ser forçado.
    Já tentei academia convencional e tenho esse mesmo problema que você, no geral eu não sou a pessoa que mais gosta de se exercitar.
    Minha forma de entretenimento, para sair um pouco da rotina estressante é sempre aquele filminho, ou o video-game, desde a minha infância ele me auxilia no controle do stress e sabe como é, em time que está ganhando não se mexe hehe.

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