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Conto “Perfil de seres eleitos” de Clarice Lispector

Conto “Perfil de seres eleitos” de Clarice Lispector
Conto “Perfil de seres eleitos” de Clarice Lispector

Esta publicação é referente ao Projeto Clarice Lispector idealizado pela Marcia Cogitare do Blog Surtos Literários. A proposta foi de publicarmos no mesmo dia nossos comentários sobre cada um dos contos da escritora, que foram todos reunidos por Benjamin Moser no livro “Todos os Contos” da Editora Rocco. O conto de hoje é Perfil de seres eleitos, de uma parte final do livro “A Legião Estrangeira”, que foi chamada Fundo de gaveta.  A publicação da Marcia pode ser lida clicando aqui.

Estou um pouco irritada escrevendo este artigo, porque ele foi inteiramente escrito ontem e, por algum motivo desconhecido, perdi tudo o que escrevi. Imaginem a minha felicidade…

De qualquer forma, a perda não foi muito grande, porque eu não consegui comentar este conto. Peço desculpas sinceras à Marcia e às demais pessoas que, por ventura, leiam essa publicação.

O conto é curto e eu o li inteiro. Mas não fui capaz de entender o tema central. Talvez estivesse com sono quando o li, não sei ao certo. Tentei relê-lo na manhã seguinte, mas não consegui ir além do primeiro parágrafo. Fiquei pensando se a Clarice pretendia escrever sobre eleições ou política ou burocracia. Cheguei a cogitar abordar um destes temas, mas seria falso. preferi assumir minha incapacidade de interagir com as palavras que estavam naquelas páginas.

Não é a primeira vez que isso me acontece. Existem textos, capítulos ou livros inteiros que não conseguem conversar comigo. E eles não precisam estar escritos em outra língua; simplesmente não sou capaz de perceber o sentido que o autor quis dar às frases. É culpa minha, sem dúvida nenhuma. Não sei explicar o motivo.

E a questão é que não me sinto mais na obrigação de ler algo que não me agrada. Estou em uma fase da vida que escolho como quero gastar meu tempo e se o texto não conversa comigo, eu não me esforço para compreendê-lo. Isso é preguiça? Acho que não. Acho que é apenas uma opção de me dedicar aos escritos que tocam minha alma.

Marcia, você me perdoa? Tentarei me dedicar mais nos próximos.

A todos, minhas mais sinceras desculpas.

 

 

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3 Comments
  • Marcia Cogitare disse:

    Ah , Silvia, minha ideia de escrevermos sobre os contos de Clarice não poderia estar mais acertado neste momento.
    Sempre pensei que deveríamos ter a liberdade de sentirmos e dialogarmos com o conto ou não. Representa-lo segundo nossa vontade da forma que julgamos segundo nosso entendimento.

    Não vejo como uma falha você não ter conseguido uma conexão com o texto. Apenas não rolou neste conto. Clarice é bem assim, as vezes somos profundamente tocadas e algumas vezes nem nos passa pela ideia que diabos ela tá falando rs.

    Hug lindona

    • Silvia Souza disse:

      Bom dia, Marcia!
      Obrigada por tudo o que você escreveu!
      É que meio ruim sentir a sensação de impotência ao querer comentar algo que se leu e perceber ser incapaz…
      Será que virão novos desafios assim novamente? Espero que não… 🙂

  • Marcia Cogitare disse:

    Silvia, eu sempre estou aberta a ser surpreendida e neste processo de escrevermos sobre os contos, inúmeras vezes fui pega de assalto com minha falta de tato com o texto.
    Já escrevi bobagem e quis ir lá mudar, mas me segurei, porque entendo que deveria respeitar o texto e o entendimento que tive naquele momento.

    Deixa rolar

    Hug

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