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Conto “É para lá que eu vou” de Clarice Lispector

Conto “É para lá que eu vou” de Clarice Lispector
Conto “É para lá que eu vou” de Clarice Lispector

Esta publicação é referente ao Projeto Clarice Lispector idealizado pela Marcia Cogitare do Blog Surtos Literários. A proposta foi de publicarmos no mesmo dia nossos comentários sobre cada um dos contos da escritora, que foram todos reunidos por Benjamin Moser no livro “Todos os Contos” da Editora Rocco. O conto de hoje é “É para lá que eu vou”, do livro “Onde estivestes de noite”.  A publicação da Marcia pode ser lida clicando aqui.

Este é outro conto muito curto. Tem apenas pouco mais de uma página. Dá para chamar de conto?

Nele, Clarice fala de si mesma. Como alguém que quer sair de onde está… alguém que quer buscar algo mais…

Onde expira um pensamento está uma ideia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia — é para lá que eu vou.

A gente está sempre buscando algo. Como seria bom encontrar esse algo que preenchesse o vazio que nos incomoda.

[…] E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. […] Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.

É para o meu pobre nome que vou.

Buscamos o significado da vida; buscamos deixar uma lembrança. E depois podemos partir…

 

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1 Comment
  • Marcia Cogitare disse:

    Acredito que este conto retrate de forma muito veloz, a brevidade da vida e como inventamos significados pra ela.

    Hug

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