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Autoestima dos filhos

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Autoestima dos filhos

Tenho dois filhos. Dois meninos maravilhosos. Uma das coisas que fiz questão de incluir na educação deles (e o pai também) foi estimular sua autoestima. Eles sempre foram elogiados e incentivados. Às vezes, questiono-me se faço isso excessivamente. Afinal, não me canso de dizer o quanto eu os amo, o quanto os admiro, o quanto eles são especiais.

Mas não são mimados. Eles têm muitas responsabilidades, entendem o quanto custa pagar cada conta que chega e o tempo de trabalho necessário para comprar qualquer coisa que queiram. Valorizam o que têm; não costumam pedir coisas supérfluas apenas pelo desejo do consumo.

Eles são educados, respeitam as pessoas, não ultrapassam os limites individuais que possam comprometer a espaço dos outros. Prezo por ensiná-los tudo isso. Mas se não for eu a pessoa a enchê-los de beijos e abraços, de muito carinho, de elogios e olhar de admiração, quem será?

Sei que transbordo emoções e sentimentos. Preciso passar isso para eles. Tenho certeza de que eles não têm nenhuma dúvida do tamanho do meu amor. E, mesmo com essa quantidade exagerada de afeto, eles sabem reconhecer suas fraquezas, os pequenos defeitos, os pontos que precisam ser trabalhados. Não houve necessidade de que eu apontasse as falhas para que eles as identificassem. E eles tentam trabalhar esses pontos, buscam alternativas para superar as dificuldades, pedem ajuda.

Eu acho que fiz a coisa certa. Pode ser que o futuro comprove isso ou me condene. De qualquer forma, sinceramente, não acho que eu tenha que ser a pessoa a limitar a expansão dos dois; tenho que ser aquela a deixar livres todos as frentes para que haja o menor número possível de obstáculos. Quero que eles encontrem os próprios caminhos, persigam seus sonhos e tentem ser felizes.

Os dois são brilhantes na escola; são bons em línguas; são curiosos, esforçados e têm prazer em saber coisas. Sei que pecam em algumas coisas: não são apaixonados por esportes. Mesmo sendo a mãe, sei que eles não são perfeitos. Mas não vou apontar os defeitos. Quando eles pedem alguma opinião sobre uma dessas fraquezas, eu digo, da forma mais gentil e carinhosa que encontro. Mas não há motivo para repetir dia após dia cada imperfeição.

Ao menos, essa é minha opinião. E continuarei sufocando os dois de carinhos e amor.

– Sílvia Souza

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6 Comments
  • Carlos Moya disse:

    Como o escritório dos pais não aprendem na escola, apenas a afeição é colocado à frente. E a partir de uma idade cada vez mais precoce, devemos acrescentar respeito e aproveitar os momentos que ficam em nossa casa. Você pode descobrir em breve, como eu, que eles sabem mais sobre o mundo que nós mesmos. Obrigado por compartilhar essa experiência. Um grande abraço.
    “Os meus flllos ten hoxe una edade de 34 o home e 32 a rapaza. O galego tamen é un xeito de falar. Sinon?

    • Olá, Carlos!
      Gosto muito das suas visitas aqui nesse meu espaço! É muito bom ler seus comentários!
      Tenho certeza que os nossos filhos sabem muito mais do mundo, sabem enfrentar as adversidades e adaptam-se às mudanças. Mas acho inevitável sofrermos um pouquinho e desejar passar pelos problemas no lugar deles, não é?
      Não conhecia o galego… É algo entre o português e o espanhol?

      • Carlos Moya disse:

        A Galiza é a extensão natural do norte de Portugal. Falamos de uma rica mistura entre o velho castelhano e Português, regados com alguns arcaísmos de origem da Suábia. Mas eu acredito que, com boa vontade o entendimento entre os seres humanos é sempre possível. Muito obrigado.

        • Não tenho dúvida sobre o que você escreveu… há milhares de anos vamos nos comunicando com pessoas de outras regiões, que falam outras línguas… e isso é incrível!
          Espero, algum dia, ter a chance de conhecer sua região!
          Um lindo domingo!

  • Francine Camargo disse:

    Ah, Silvia, acho tanto que a base deles é o amor, sempre o amor. Daí que surgem conceitos de confiança, auto-estima, liderança, respeito e, inevitavelmente, nossos valores serão passados para eles. Sim, sei que isso não é garantia de nada, mas tenho certeza que demonstrações frequentes e naturais de afeto, de admiração, do seu orgulho em relação a eles farão a diferença no futuro. Como você disse, comprovação ou condenação virão mais tarde. Por ora, é tempo de amá-los.

    • Pois é, Fran… Concordo plenamente… E é o que eu faço…
      Fico na dúvida se deveria ser mais dura, manter uma hierarquia mais firme ou se deveria ser mais distante (mais mãe e menos amiga…).
      Mas o fato é que não sei ser outra… Sou sincera, honesta e autêntica… E adoro enchê-los de carinho!
      Um beijo grande!

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