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As 8 certezas que consegui estabelecer na minha vida

As 8 certezas que consegui estabelecer na minha vida
As 8 certezas que consegui estabelecer na minha vida

Não sou uma pessoa de muitas certezas. Tenho a impressão de que quanto mais o tempo passa, menos certezas tenho. Apesar destas indefinições e questionamentos, existem algumas coisas que não deixam dúvidas:

  1. Vou morrer.
  2. Não sei quando será: pode ser hoje ou em 30 anos.
  3. Sou imperfeita.
  4. Cometo erros.
  5. Tudo muda. Talvez esta seja uma das maiores verdades universais: a impermanência. Não serei a mesma pessoa nem terei as mesmas opiniões a vida inteira.
  6. Não percebemos o mundo da mesma forma; a maioria das coisas depende das vivências anteriores de cada pessoa ou do momento que vivemos.
  7. Não poderei agradar todas as pessoas à minha volta; por isso, vale a pena ser sincera com os meus sentimentos e quem gostar de mim saberá exatamente quem sou.
  8. Não vale a pena tentar ser amada ou admirada pelos meus bens materiais, por aquilo que faço ou dou para as outras pessoas. Algumas pessoas poderão ser gratas, mas não irão me amar por isso. O amor sincero vai além da gratidão.

Foi muito importante para minha vida conseguir estabelecer estas verdades. Entretanto, existem questionamentos que me perturbam imensamente. Por exemplo: posso escolher conviver apenas com as pessoas de quem gosto e que gostam de mim, pessoas com quem tenho afinidades? Ou é importante me relacionar com todos os tipos de pessoas, inclusive aquelas que não gostam de mim, para que isso ajude no meu desenvolvimento pessoal?

Acho que este questionamento me incomoda tanto porque sei que sou uma pessoa influenciável, que acaba aceitando sugestões indiretas de quem não me quer bem; além disso, sou altamente afetada pelas energias ruins das outras pessoas. São situações que devo evitar? Ou devo buscar me fortalecer através do confronto?

Sei que todas as pessoas são imperfeitas. Sei que, na maioria das vezes, as pessoas que nos agridem estão vivendo problemas pessoais importantes e as agressões acabam vindo da dificuldade individual destas pessoas superarem estes problemas. Será que o fato de eu perceber esta realidade faz com que eu deva olhar, escutar, compreender e tentar ajudar? Não é sempre que a pessoa permite ser ajudada; muitas vezes, ela está cega para seus próprios problemas e adversidades.

Acho interessante como algumas pessoas têm uma enorme dificuldade de escutar. Não apenas escutar o que os outros têm a dizer, mas de escutar seus próprios sentimentos, os pensamentos mais racionais, o que a vida tem para ensinar. Algumas vezes, deparo-me com pessoas que viveram muito menos do que eu, que não conhecem toda minha história de vida, que desconhecem minhas angústias, medos e incertezas, mas se acham no direito (e no dever) de dar uma lição, um conselho, uma dica para que eu encontre a felicidade. Na maioria das vezes, um abraço sincero e carinhoso ajudaria mais.

Talvez eu faça a mesma coisa. Pode ser. Não tenho certeza. Como temos dificuldade de ter uma empatia verdadeira, de nos colocarmos no lugar do outro e percebermos de fato o que ele sentiu ou sente, acabamos reduzindo as vivências dos outros às nossas experiências e julgamos que entendemos e que somos capazes de dar um conselho. Mas cada pessoa experimenta um fato de uma forma muito particular. Ou seja, talvez não consigamos compreender de fato. Mas podemos usar de simpatia, compaixão, apoio e carinho para aliviar o sofrimento alheio. Esta seria a forma como eu gostaria que fizessem comigo. Gosto de receber o conforto do toque, do carinho, da presença; nem sempre conseguirei colocar em palavras meus sentimentos mais profundos, principalmente antes de estarem trabalhados pelo lado mais racional do meu ser.

Tenho procurado fazer com que cada dia da minha vida valha a pena. Ao final do dia, antes de dormir, gosto de refletir sobre o que fiz e gosto de perceber que aprendi alguma coisa nova; que melhorei como pessoa e consegui manter a calma frente a uma adversidade ou soube olhar os problemas de formas novas; que consegui fazer algo de bom por alguém, seja com um sorriso, um abraço, um pouco do meu tempo, uma palavra de carinho; que consegui passar tempo com pessoas que amo, com quem me importo e que sintam o mesmo por mim.

Nem sempre realizei todos estes objetivos no mesmo dia. Mas tento mantê-los em mente, porque sei que ao cumpri-los, dou um sentido completo a cada um dos dias que vivo.

 

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6 Comments
  • carlos disse:

    Ola Siliva. Acho que você é uma grande pessoa também conhece a si mesma e capaz de escrever um sincero e interessante como este artigo hoje. Um abraço.

    • Silvia Souza disse:

      Olá, Carlos!
      Estava com saudades…
      Obrigada pelo seu comentário.
      Acho que estou aprendendo a me conhecer um pouquinho mais.
      Beijo!

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