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5 coisas que 2015 me ensinou

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5 coisas que 2015 me ensinou
5 coisas que 2015 me ensinou

Dando continuidade à postagem coletiva do projeto “Vai um Café?”, tentarei pensar e selecionar 5 coisas que aprendi em 2015. É interessante fazer essas reflexões.

 

1. As coisas mais importantes da vida não custam (quase) nada

Não se paga por um abraço e não é possível comprar um amor verdadeiro. 

Não há necessidade de pagar por refeições caras em restaurantes da moda para encontrarmos as pessoas importantes da nossa vida.

Deitar de mãos dadas para ver um filme interessante na TV, demonstrar carinho, fazer um cafuné, dizer “eu te amo”, olhar a lua cheia no céu, aproveitar um dia ensolarado em um parque, sorrir ao ver uma criança aprendendo a andar… quanto custa cada uma dessas coisas?

 

2. Ajudar pessoas e fazer o bem traz grande satisfação

Independente de crença religiosa, de acreditar em Deus ou não (ou de vida após a morte ou não), sempre que fazemos algo bom por alguém, de forma sincera, sentimos uma enorme alegria.

Pode ser que não recebamos nem mesmo um “obrigado” e, ainda assim, o coração se aquece e somos preenchidos por um sentimento de leveza e de bem estar.

Dizer um “por favor”, dar um “bom dia”, sorrir ao pedir um café, ser gentil com cada pessoa que cruza nosso caminho (lembrando que todos passam por problemas e sofrimentos), ajudar aquele que caiu a se levantar, perguntar a alguém se está tudo bem, dar um telefonema ou mandar uma mensagem apenas para dizer que se lembrou da pessoa ou que sentiu saudades.

Coisas tão pequenas e que podem mudar a vida de alguém.

 

3. Ser sincero

Eu tenho enorme dificuldade de mentir. Sempre tive. Meus sentimentos ficam estampados na minha face, mesmo que eu não queira. 

Mesmo assim, eu tinha enorme dificuldade de dar minhas opiniões, por receio de me indispor com as outras pessoas, por receio de chatear alguém. E quem se chateava sempre era eu mesma, porque meus desejos nunca eram levados em consideração.

Percebi que tenho que ser sincera com os outros (e comigo mesma). Não posso ter medo. O fato de falar o que penso e o que quero não fará mal aos outros e fará muito bem a mim mesma.

O que faz mal aos outros é ser grosseira. Mas posso ser sincera de forma gentil, apenas expondo o que vai no meu coração.

 

4. Descobri que sou uma Pessoa Altamente Sensível (e isso não é ruim ou errado)

Mais de 44 anos de vida e descobri nesse ano que sou uma Pessoa Altamente Sensível. Finalmente, achei uma explicação ao meu jeito de ser, à minha sensibilidade excessiva, à minha dificuldade de desagradar os outros, à minha empatia frequente, ao meu sofrimento frente ao sofrimento alheio.

Sou quieta, não gosto de lugares cheios, gosto de ficar em casa, não gosto de chamar atenção, sou tímida e introvertida. E não sou pior por ser assim. Nem errada. Simplesmente é meu jeito de ser. 

Não preciso mais tentar mudar quem sou para me adaptar ao mundo e à sociedade.

 

5. Assim como o amor, encontramos amigos de formas inesperadas

Em momentos anteriores da minha vida, busquei encontrar o amor da minha vida de formas que percebi impossíveis. Não se busca. Ele surge sem que estejamos esperando, quando a energia de duas pessoas combinam.

As amizades também acontecem assim. Fiz amigos ao passar a escrever no blog, por identificação com outras pessoas, através dos escritos, de ideias ou interesses comuns.

Encontrei amigos em pessoas que eu já conhecia superficialmente e que, nesse ano, passamos a trocar opiniões sobre variados assuntos, dividimos leituras, falamos sobre sentimentos e dificuldades.

Vi que as amizades podem surgir quando estamos abertos, quando queremos, quando alimentamos as pequenas relações do nosso dia a dia.

 

Esse ano foi repleto de dificuldades. Houve muitos momentos em que desejei desistir de tudo, em que eu achei que não teria nada de bom a oferecer a ninguém. Sou uma pessoa melancólica e pessimista em muitos momentos.

Ao mesmo tempo, sei que sou uma pessoa afortunada, por ter perto de mim pessoas que amo e que me amam muito, que me ajudam, me acolhem, aguentam meus abraços apertados e infinitos. 

E nunca se sabe tanto a ponto de não precisar mais aprender com o que a vida e as outras pessoas têm a nos ensinar.

 – Sílvia Souza

 

 

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