14.07.2016

 

Mais uma vez, estou aqui escrevendo sobre algo que envolve a Segunda Guerra. Por mais que se fale, por mais que se escrevam livros ou que se façam filmes, parece que sempre há algo a mais, um novo olhar, um novo detalhe.

Apenas divagando um pouco, recentemente, durante os estudos para as provas escolares do segundo bimestre, meus filhos me questionaram sobre a História. Eles mesmos perceberam que a História não é algo definido e imutável. Meu filho mais velho fez um comentário interessante: muitas vezes, um fato novo descoberto muitos anos depois pode mudar completamente a compreensão de todo o passado descrito, estudado, publicado e ensinado. Não é verdade? É assim com a nossa vida. É assim com os eventos históricos.

Ao ler alguns poucos livros que contavam a visão alemã da Segunda Guerra, fica evidente que a propaganda nazista era o grande trunfo. A população não sabia tudo o que acontecia, todos os crimes cometidos, todas as torturas e assassinatos. Entendo também que muitas vezes, as pessoas não querem ver a realidade. Mas o fato é que o povo alemão foi mantido isolado do resto do mundo após a Primeira Guerra, sem comida, sem dinheiro, sem trabalho, com uma inflação galopante. Não era difícil surgir alguém que conseguisse convencer essas pessoas que viviam cada vez mais na miséria de que eles seriam capazes de reconstruir o país baseado em um nacionalismo excessivo.

São coisas difíceis de ver e de entender quando olhamos retrospectivamente. Porque a verdade já foi decifrada (ao menos até o momento, se nenhum fato novo for descoberto no futuro). Então, olhamos para o passado e nos chocamos com a forma como o povo alemão pôde acobertar todo o horror cometido nos campos de extermínio.

Dentro desse contexto, foi muito interessante assistir a esse filme alemão. O filme tem início em 1958, quando um jovem inicia sua carreira como Promotor de Justiça. Ele cuidava apenas de infrações de trânsito, quando foi abordado por um jornalista que queria justiça para um amigo, que tinha estado em Auschwitz e reconheceu um antigo soldado da SS e que, após a Guerra, dava aulas em uma escola infantil.

E logo no início do filme, quando esse promotor se interessa pelo assunto como uma forma de sair dos casos de multas de trânsito, ele vai procurar saber sobre Auschwitz e percebe-se que toda a população mais jovem desconhece completamente tudo o que se passou lá. Para eles, era um campo de prisioneiros apenas, como havia os campos na França, na Inglaterra ou em outros países. Não havia um conhecimento real do extermínio em massa, das atrocidades cometidas com as crianças e outras pessoas usadas em experiências. Nada disso era conhecido.

O Promotor acaba se envolvendo no caso, sem que tivesse uma ideia precisa da dimensão do problema e da dificuldade de conseguir julgar e condenar os responsáveis, sendo que o sistema fazia questão de acobertá-los, tantos eram os envolvidos direta ou indiretamente com o Partido Nazista.

O filme é baseado na história real que levou ao julgamento de vários nazistas responsáveis pelas mortes no campo de concentração de Auschwitz. É um filme muito interessante, que mantém um ritmo envolvente e nos mostra novos aspectos sobre a Segunda Guerra e sobre o período pós Guerra, com todo o sofrimento envolvido.

Vale muito a pena assistir!

– Sílvia Souza

Rosa

 

  Mais uma vez, estou aqui escrevendo sobre algo que envolve a Segunda Guerra. Por mais que se fale, por mais que se escrevam livros ou que se façam filmes, parece que sempre há algo a mais, um novo olhar, um novo detalhe. Apenas divagando um pouco, recentemente, durante os estudos para as provas escolares […]


  • Olá Sílvia depois de tudo ler sobre o totalitarismo que devastou a Europa, preferem não ver filmes sobre o assunto. A grande mentira do pós-guerra foi considerado que a questão foi resolvida com os julgamentos dos nazistas. Deixando centenas de milhares de colaboradores impunes na Alemanha, como em outros países europeus, por exemplo, a Hungria apenas de seiscentos mil judeus húngaros foram enviados para campos de morte por seu próprio partido fascista Cruz de Flechas. Na Bulgária, França e Itália não foi diferente. Um abraço.


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