21.02.2016

 

O filme foi indicado a 4 Oscars:

Fui ao cinema hoje para ver mais esse indicado, embora não esteja concorrendo a Melhor Filme.

Dentro da minha área de atuação profissional, fez parte da minha formação acompanhar alguns pacientes que eram avaliados para a cirurgia de mudança de sexo. São pessoas que vivenciam sofrimentos emocionais enormes, pela dificuldade de se integrarem na sociedade, serem aceitos, vivendo em um corpo que eles não aceitam como sendo deles. É muito sofrido. Eles recebem todo o suporte psicológico, hormonal e médico antes, durante e após o cirurgia. Hoje em dia a cirurgia é uma realidade; os resultados já conseguem ser razoavelmente satisfatórios e com riscos aceitáveis.

Talvez por já ter tido alguma vivência com as pessoas transgêneros (embora muito pequena), tive um olhar um pouco mais crítico na forma como o problema foi apresentado. Se hoje em dia, 90 anos depois dessa primeira cirurgia, ainda há uma batalha tão grande para que se consiga um resultado satisfatório, imagino o que deve ter sido feito nesse primeiro caso operado; e a coragem que essa mulher teve ao se submeter ao procedimento. Imagino que sua dor emocional devia ser tão grande, que a dor física acaba ficando pequena e tolerável.

Apesar do filme tratar desse assunto de forma sensível, ainda acho que foi superficial no drama real que devem ter vivido Einar Wegener (Lili Elbe) e sua esposa Gerda Wegener.

O que mais me contagiou no filme foi a atuação maravilhosa da atriz sueca Alicia Vikander, que interpreta Gerda. Ela realmente coloca muita emoção ao papel. E nem acho justo que seja colocada como atriz coadjuvante, porque acho (na minha opinião leiga) que sua importância no filme é quase tão grande quanto do ator principal.

É um filme interessante. Mas não achei excepcional. Ficou abaixo das minhas expectativas.

– Sílvia Souza

REFLEXÕES E ANGÚSTIAS LOGO pequeno

  O filme foi indicado a 4 Oscars: Melhor Ator: Eddie Redmayne Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander Melhor Figurino Melhor Design de Produção Fui ao cinema hoje para ver mais esse indicado, embora não esteja concorrendo a Melhor Filme. Dentro da minha área de atuação profissional, fez parte da minha formação acompanhar alguns pacientes que eram avaliados […]


  • Eduarda Naidel

    Estava torcendo para a Alicia ser a ganhadora, apesar de também achar que a atuação dela foi tão forte que merecia ser considerada como protagonista. Logo após assistir ao filme, fui buscar a respeito dessa história e fiquei pasma com o “avanço” dos procedimentos naquela época. Pelo filme, acreditei que teriam sido apenas 2 cirurgias, mas depois vi que foram 5 e a última sendo o transplante de útero, coisa que hoje em dia nem é pensada. Muita força do Einar/Lili e da esposa Gerda…

    • Não fui pesquisar os procedimentos da época… Mas imaginei que não devia ser nada fácil. Hoje em dia, com tudo o que temos, é algo tão sofrido, embora os resultados sejam razoáveis.
      Imagina fazer um transplante de útero e sonhar com uma gestação?
      A Alicia está maravilhosa e acho que é ela que trouxe emoção e sensibilidade ao filme. Fiquei feliz com a premiação dela.
      Beijo!


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