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10 problemas enfrentados em viagens aéreas

10 problemas enfrentados em viagens aéreas
10 problemas enfrentados em viagens aéreas

Viajar é um dos meus maiores prazeres. Infelizmente, por várias contingências pessoais, não consigo viajar tanto quanto eu gostaria. Mas tenho várias histórias de viagens que fiz, vários problemas que enfrentei e algumas dicas e sugestões que surgiram após experiências não tão boas. Vou me ater a problemas que tive em viagens aéreas.

 

1. Problemas Climáticos

Dentre todos os contratempos que tive em voos, os mais comuns foram os decorrentes de adversidades do clima. Por mais que possamos consultar a previsão do tempo e tentar antever se haverá um transtorno que possa atrasar o voo ou fazer com que se perca uma conexão ou um compromisso, a situação sempre pode sair do controle de forma inesperada. E já aviso: não adianta se estressar, ficar nervoso, brigar; a melhor coisa é tentar manter a calma e, quando possível, resolver o problema.

A primeira vez em que tive essa experiência, voava de Frankfurt para São Paulo e tinha acabado de descobrir que estava grávida do meu segundo filho. Chegando próximo a São Paulo, fomos informados que o avião iria para o Rio de Janeiro, porque o aeroporto de Guarulhos estava fechado. Pousamos no Rio e não pudemos desembarcar. Ficamos por 6 horas dentro do avião parados no aeroporto. Não havia mais papel nos banheiros. Não havia mais comida a bordo. Algumas crianças e bebês reclamavam de fome, mas nada podia ser feito. Tivemos que aguardar com o máximo de compreensão o aeroporto de São Paulo abrir e nos dirigirmos para lá. Mas muitos voos foram desviados. Portanto, espera na decolagem, espera no pouso e, na hora de retirar as bagagens, uma confusão enorme.

Outras duas experiências que tive foram no trecho São Paulo-Presidente Prudente, quando ia visitar minha família. Na primeira vez, o aeroporto de Presidente Prudente estava fechado por causa de chuva. Pousamos em Maringá, no Paraná. Era perto de meia-noite, a cidade estava muito fria e meus filhos estavam totalmente desagasalhados. Tivemos que esperar que a empresa providenciasse ônibus fretados para levar todos os passageiros até Prudente. Foi uma viagem muito tensa, em que fiquei preocupada com a estrada, com meus filhos a bordo do ônibus. Chegamos em Prudente por volta das 4 horas da madrugada.

Na segunda ocasião, não houve condições de pousar em Prudente e o avião voltou para São Paulo e pousou em Guarulhos. Tivemos que voltar para casa, onde chegamos às 2 da madrugada. A empresa colocou outro voo para nos levar na manhã seguinte.

Tive o mesmo problema em outras 2 ocasiões. No ano passado, de São Paulo a Chicago, onde não pudemos pousar por problemas de ventos e chuva e pousamos em Indianápolis, onde ficamos por cerca de 2 horas e depois partimos para Chicago. Muitas pessoas perderam suas conexões.

Recentemente, voltando do Rio de Janeiro, o avião não pode pousar em Congonhas e voltou ao Rio, onde foi reabastecido e ficamos por algum tempo até podermos retornar para São Paulo. A viagem que deveria durar 50 minutos, durou cerca de 6 horas.

 

2. Verificação do aeroporto

Muitas das grandes cidades no mundo possuem mais de um aeroporto. Verificar com cuidado o aeroporto de embarque é importantíssimo para que não se perca o voo.

Em uma ocasião em que voltava de Nova York, a bordo do táxi que nos levava para o aeroporto JFK, resolvemos nos certificar do terminal de embarque. Foi quando vimos que deveríamos embarcar no aeroporto de Newark, que fica em direção contrária. Por sorte, tínhamos saído cedo (coisa que não era muito comum) e houve tempo de mudarmos nosso destino.

 

3. Tax Free

Alguns países oferecem o Tax Free, que é a devolução dos impostos sobre os produtos comprados. A solicitação precisa ser feita no aeroporto, pouco antes do embarque. Mas nem sempre dá para contar com ele.

Em uma ocasião, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, o guichê foi isolado (uma grande parte do aeroporto ficou interditada) por causa de uma ameaça de bomba (alguém deixou uma mala no meio do saguão e tiveram que chamar o esquadrão anti-bomba). Não pudemos solicitar o Tax Free. Felizmente, não tinha sido nada sério e a mala não continha nenhuma ameaça.

 

4. Objetos roubados da bagagem

Houve uma ocasião em que a mala do meu marido ficou na conexão em Nova York. Ele entrou em contato com a companhia e a mala seria entregue em nossa casa no dia seguinte. Quando deixaram a mala em nosso prédio, ela estava envolvida pelo plástico de segurança da TAM e meu marido não conferiu o conteúdo. Quando ele abriu a mala no apartamento, tinham sido roubados os jogos de videogame, os perfumes e vários outros objetos. Como ele tinha assinado o termo da TAM informando que a mala tinha sido conferida, ele não teve a restituição do valor correspondente.

Depois desse incidente, passamos a tomar cuidado com a escolha da mala, com o tipo de trava e com todas as medidas de segurança que foram recomendadas.

 

5. Atraso na bagagem

Na minha primeira viagem a Portugal, peguei um voo que fazia conexão em Amsterdã. Cheguei a Lisboa, mas minha bagagem não. Como despachei os medicamentos dentro da mala, ela ficou para averiguação e não houve tempo de ser despachada no mesmo voo que eu.

A mala foi entregue no meu hotel no dia seguinte. Fiquei o primeiro dia em Lisboa usando roupas emprestadas do meu marido, porque, além de tudo, era um domingo e as lojas estavam fechadas. Depois desse episódio, percebi que é sempre bom ter algo emergencial na bagagem de mão e levar os medicamentos consigo.

 

6. Bagagem de mão despachada

Descobri (da pior forma) que não podemos contar que a bagagem de mão irá nos acompanhar a bordo do avião. Nos voos internos nos Estados Unidos, caso o compartimento superior (onde as bagagens devem ficar) seja completamente preenchido, os próximos a embarcar terão que despachar as malas já na entrada do avião.

Eu vinha de Chicago para São Paulo, com conexão em Washington DC. No voo de Chicago a Washington, minha mala de bordo foi despachada. Eu não tinha um lacre para fechá-la, foi colocada uma etiqueta escrita a mão e meu casaco ficou dentro da mala. Passei todo o voo preocupada com o que iria acontecer e com frio. No final, a mala acabou chegando sem problemas.

 

7. Ocorrências inesperadas

Fomos a Amsterdã para que meu marido desse aula em um congresso. Assim que desembarcamos no aeroporto, houve o fechamento do espaço aéreo da Europa por causa da erupção do vulcão da Islândia. Achávamos que até que o congresso acabasse já estaria tudo normalizado. Mas isso não aconteceu.

Tivemos que ficar 3 dias adicionais na Holanda, sem ter ideia de quando conseguiríamos voltar para casa, enquanto nossos filhos estavam em São Paulo com os avós.

Quando os voos voltaram a decolar, tivemos que pegar um voo para Madri, de Madri para Lisboa e, finalmente, de Lisboa para São Paulo.

 

8. Excesso de Bagagem

Vale a pena sempre verificar qual é a franquia de bagagem em cada trecho a ser percorrido. Nas passagens internacionais compradas no Brasil, a franquia costuma ser de 2 malas de 32 kg cada uma. Mas os voos internos entre os países europeus é de 1 mala com 23 kg. Tive problemas de excesso de peso poucas vezes, mas o gasto com isso pode ser enorme, principalmente se a mala já tiver sido despachada quando a atendente resolver avisar que deve-se pagar 1.000€ de peso extra.

 

9. Interrogatório na imigração

A entrada em países estrangeiros pode ser estressante, especialmente se não se fala a língua. Nos Estados Unidos, comumente há pessoas que falam português nos guichês de imigração. Mas não é comum que isso ocorra na Europa. Nas duas vezes em que entrei na Inglaterra, precisamos passar por um verdadeiro interrogatório, informando todos os detalhes da viagem e de vida (profissão, filhos, tempo de viagem e assim por diante).

Passei uma situação estressante em uma viagem a Paris, em que eu viajava sozinha, e fiz a conexão em Munique. Não sei dizer o que estava acontecendo, mas havia vários policiais da imigração já na saída do avião que estavam interrogando todos os passageiros. Ele me perguntou todos os detalhes da minha vida, o que fazia, pediu para ver meu registro profissional (mesmo em português), sobre meus filhos, o que ia fazer, quanto dinheiro levava. Confesso que comecei a ficar bastante tensa com o número de perguntas que ele me fazia. No final, fui liberada e segui para Paris.

 

10. Eventos na cidade de destino

Quando fui a Florianópolis para um congresso, nosso voo chegou próximo ao horário de um jogo de futebol. E o caminho do aeroporto para a cidade passa pelo acesso ao estádio. Foi um horror! Horas no táxi.

E ainda fiquei tensa pelos que ainda esperavam por condução para o hotel, porque os carros não conseguiam retornar ao aeroporto. O taxista nos orientou a sempre verificar os dias e horários dos jogos caso pretendesse voltar a Florianópolis em outra ocasião.

– Sílvia Souza

 

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8 Comments
  • nunca viagia de aviao, nao sei se feliz ou infelizmente

  • Amanda Hillerman disse:

    Oi Sílvia! Quantas viagens legais você já fez!!! Olha, já aconteceu comigo esse contratempo São Paulo x Rio de Janeiro, mas como eu viajo de avião desde novinha eu dormi o tempo todo que ficamos em solo (1h30) acredita? E o pessoal reclamando e se estressando hahahaha.
    Em viagens internacionais nunca tive problemas com bagagem, mas nossa vou ficar esperta com essa do roubo, já aconteceu com amigos da família, desesperador!
    Já fui interrogada em NYC no JFK, estávamos minha mãe, irmã e eu. E das três só eu era fluente em Inglês, primeiro que não queriam que estivéssemos juntas e minha mãe estava tensa em responder tudo, quando liberaram que ficássemos juntas o funcionário perguntou TUDO, período de férias escolares da minha irmã, se ela perderia aulas naquelas férias, pq estávamos ali, tempo de casamentos dos meus pais, minha faculdade, olhou documentos e tudo mais. Na Europa, entrei por Lisboa e o agente da imigração nem levantou os olhos para ver meu marido e eu. Super estranho isso né? É sorte x azar mesmo!! hahahahah
    Beijos!! Blog Amanda Hillerman

    • Olá, Amanda!
      Obrigada por deixar suas experiências também!
      É claro que na maioria das viagens que fiz, não tive problemas. Mas os problemas acabam fazendo que a gente ganhe experiência e evite problemas futuros. Sou muito mais cuidadosa com o tipo de mala que compro e procuro fazer seguro, embora nada dê 100% de segurança. Também passei a ter mais cuidado com medicamentos (levo sempre comigo) e assim por diante.
      Mas nada disso fez com que eu gostasse menos de viajar… ADORO!
      Beijo grande!

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